MEMÓRIA DE PAPEL


“E então, o silêncio reinou...
o espírito precisava de pausa
para rebobinar o que restava de pensamentos antigos.
 
Sabia que a viagem não seria curta,
porque juntamente com pensamentos antigos
precisava digerir os últimos acontecimentos.
 
E durante essa procura, dentro de mim mesma, entendi...
que se quiser posso ter o infinito na palma da mão e a eternidade em uma hora."



Escrito por Sô às 00h18
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Sono Das Águas

"Há uma hora certa,
no meio da noite, uma hora morta,
em que a água dorme.
Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d'água,
nos grotões fundos
E quem ficar acordado,
na barranca, a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir...
Águas claras, barrentas, sonolentas,
todas vão cochilar.
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,
fios brancos, torrentes.
O orvalho sonha
nas placas da folhagem
e adormece.
Até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes...
Mas nem todas dormem, nessa hora
de torpor líquido e inocente.
Muitos hão de estar vigiando,
e chorando, a noite toda,
porque a água dos olhos
nunca tem sono..."
(G. Rosa)

...varam madrugadas, que parecem não ter fim.

Choram os olhos, lamenta o coração,

perguntas permanecem sem respostas.

Apenas o silêncio da noite escura como cúmplice

de uma dor interminável desafiando a paciência

e a esperança de que um dia tudo termine bem.



Escrito por Sô às 23h54
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