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Ah! O que vocês não sabem é que tenho uma prima morando na Holanda com um blog superpolêmico (será que é assim que se escreve com a nova lei ortográfica?), famoso, inteligentérrimo e porque não dizer "metido"?!? Há quem a ame ou odeie...não existe o meio termo. Dias desses, através de uma conexão discada (sim pessoas...isso ainda EXISTE!) dei uma pincelada entre seus escritos e a questão do momento é sobre maternidade. Santo Deus...ainda bem que a fofa é bem estruturada e rebate como ninguém às críticas e escritos. Bem...o que quero deixar registrado é que na ocasião que perdi tragicamente meu irmão (então com 10 anos e eu 11) a Dri não havia nascido, portanto não presenciou os anos (sim ...ANOS) que se seguiram. Tudo, cada detalhe, cada momento, ficou registrado em minha mente e naqueles idos não se falava em terapia, comportamento pós-traumático, psiquiatria ou coisa que o valha. Até hoje, a priminha não entende a devoção e amor que tenho pelo seu pai (meu tio adorado) e nossa avó. Foram eles que me acolherem, deram colo, suporte para continuar vivendo...pois em paralelo à isso meu pai arrumou uma amante e arruinou um bocadinho mais a vida da minha mãe. Então...quando nasceu meu filho "nada mais justo" do que tratá-lo como o mais puro cristal! O banho era dado com um número extraordinário de água mineral, as chupetas e mamadeiras fervidas num caldeirão imenso, que mais parecia um sopão a ser preparado. Areia de praia!?!? jamais pisou!!! (pobrezinho!) ia calçadinho com sandalinha Ortopé branquinha e comigo ( a dita mãe louca!!!) atrás ...de medo que pusesse o imaculado pezinho na água contaminada do mar! Assim como fiquei traumatizada com a morte do meu irmão (trabalhada anos depois em muitas sessões de terapia)...traumatizei a bendita prima, que por incrível que pareça é madrinha do moleque (hoje com 21 anos). Esse post é em homenagem à ela, que rejeitei quando nasceu, mas tive a sensibilidade e honra de acompanhar muitos momentos de sua bem-sucedida vida. Dri...pra você nossa música: "Agora eu era o herói E meu cavalo só falava inglês. A noiva do cowboy era você além das outras três... Eu enfrentava os batalhões Os alemães e seus canhões..." Beijos no coração e aqui tá um pedaço da minha história pessoal, que você desconhecia. E uma música que eu AMO por diversos motivos e descobri, que você também gosta.
http://br.youtube.com/watch?v=1qxSwJC3Ly0 Escrito por Sô às 20h29 [ ] [ link ]
Quando entrar setembro E a boa nova andar nos campos Quero ver brotar o perdão Onde a gente plantou Juntos outra vez Já sonhamos juntos Semeando as canções no vento Quero ver crescer nossa voz No que falta sonhar Já choramos muito Muitos se perderam no caminho Mesmo assim não custa inventar Uma nova canção Que venha nos trazer Sol de primavera Abre as janelas do meu peito A lição sabemos de cor Só nos resta aprender Aprender Beto Guedes Ela só poderia ter ido embora numa manhã de setembro, exatamente um dia após o início da primavera.Deixou saudades e lacunas que nunca foram preenchidas por outra pessoa . Sonhamos juntas, reinventamos a vida...
Só me resta aprender. Escrito por Sô às 17h13 [ ] [ link ]
"A casa foi vendida com todas as lembranças. [Carlos Drummond de Andrade]
Escrito por Sô às 22h23 [ ] [ link ]
Na frente da casa havia um jardim.As rosas, predominavam no espaço.Havia de todas as cores e tamanhos.Entre elas, sabiamente plantados encontrávamos pés de hortelã, salsinha, cebolinha, salsão...Nas noites quentes, escuras, estreladas sentíamos o perfume da dama-da-noite(nunca mais o esqueci).Sobre o muro, bastante desgastado pelo tempo uma flor de extrema e rara beleza abria-se de tempos em tempos.Havia paz, recolhimento, a vida que brotava dando continuidade à história.No entanto, não conseguia entender (e até criticava!) o porquê daquele buraco aberto num cantinho onde ela jogava cascas de frutas e ovos, borra de café e tantas outras coisas que infelizmente o tempo apagou de minha memória. Prontamente ela responderia se eu perguntasse. Isso, faz tempo...Um longo tempo. Mas não o suficiente para que eu a esqueça e ainda a veja de lenço na cabeça, avental amarrado nas costas, óculos com armação pesada, semblante fechado, mas que se abria num sorriso quando me chamava para comer batatas cozidas e leite coalhado.Tinha sua própria didática no modo de ser, julgar, amar.E quanto amor recebi daquela imigrante lituana, que amou até o fim de seus dias a pátria que deixara para trás de forma tão irreversível no começo do século XX.
Naquele tempo, eu era criança e não entendia que as partidas eram sem volta:ia-se com a alma, as roupas enfiadas num saco e o coração dividido de esperança e medo. E então...No meio de suas muitas histórias contadas numa sala grande cheia de lembranças e objetos marcados pelo tempo, dizia-lhe toda faceira e feliz: -"Vó, não fique triste não!Quando eu crescer nós vamos juntas para a Europa porque eu quero conhecer o pé-de-maçã que a senhora sempre fala e tentar entender como é esse forno que aquece sua casa no inverno. - Você me leva?"E ela, já com os olhinhos bastante cansados, mas eternamente azuis como a água do mar mais lindo, respondia: -"Claro!"
Ela morreu...E nunca saímos daqui...Por isso choro. Me perdoa, Vó. (Crédito das fotos: Denise Arcoverde/Travel-Del-Roads ) Escrito por Sô às 20h45 [ ] [ link ]
"Às vezes você sente necessidade de dar um tempo para aprofundar o conteúdo e os fatos que têm alimentado sua vida.Sair do piloto automático do ir, vir, fazer, pensar, cumprir a agenda, satisfazer os desejos dos outros. Sair e liberar corpo e alma para insights. Acontece que...infelizmente, não consigo levar ao pé-da-letra tudo o que leio desses célebres hinduístas. Escrito por Sô às 09h15 [ ] [ link ]
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