MEMÓRIA DE PAPEL


Bem, Natal se aproximando e sinto que é quase inevitável não fazer um balanço do ano que está por terminar. Muitas conquistas, algumas derrotas, perdas de pessoas extremamente queridas, que deixaram saudade, muita saudade... O que dá um certo alívio é saber que aquilo que pude fazer em vida, foi realizado...e apesar de não amenizar a dor, terei que conviver com a falta dessas pessoas que fizeram parte de minha história.

Sr.Orides, pai postiço      

   Meu sogro, Sr. Moysés

Faltou a foto da minha Mãe Acreana, Irlanda... única pessoa que realizou um dos meus tantos sonhos: me levar p/ Amazônia.

Mamãe Noela!

E assim,  a cada Natal os cartões diminuem, os telefonemas idem, a euforia na preparação dos pratos preferidos de cada um não gera tanto interesse, há um grande comodismo no ar.

Amo festa em família (apesar de ser bem pequena) e passei esses valores ao meu filho. Tivemos Natais memoráveis e sempre ficou muito claro  para mim  que as datas familiares têm de ser vividas intensamente e se transformar em encontros importantes e espontâneos de felicidade.

As festas começaram a desaparecer com a morte da "matriarca"...parece que tudo perdeu o sentido! Em seguida, minha única prima casou-se e foi morar na Holanda. Seu irmão, meu único primo, transferido pela Empresa para Holambra e eu...fiquei por aqui, no ABC. Hoje, é dificil até nos encontrarmos.

Tudo acontece tão de repente em nossas vidas, que leva um tempo para que possamos digerir os acontecimentos. Principalmente, quando você convive com pessoas com pensamentos totalmente opostos ao seus.

Quem sabe, ainda haja tempo de um milagre de Natal e nesta Noite eu seja abençoada e agraciada com algo que jamais espero?

Feliz Natal à todos e que Cristo esteja presente na vida de cada um a partir desse momento!

Que a Paz esteja presente em todos os lares!

 



Escrito por Sô às 01h23
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Fatos desconhecidos

 

Ah! O que vocês não sabem é que tenho uma prima morando na Holanda com um blog superpolêmico (será que é assim que se escreve com a nova lei ortográfica?), famoso, inteligentérrimo e porque não dizer "metido"?!? Há quem a ame ou odeie...não existe o meio termo.

Dias desses, através de uma conexão discada (sim pessoas...isso ainda EXISTE!) dei uma pincelada entre seus escritos e a questão do momento é sobre maternidade.

Santo Deus...ainda bem que a fofa é bem estruturada e rebate como ninguém às críticas e escritos.

Bem...o que quero deixar registrado é que na ocasião que perdi tragicamente meu irmão (então com 10 anos e eu 11) a Dri não havia nascido, portanto não presenciou os anos (sim ...ANOS) que se seguiram.

Tudo, cada detalhe, cada momento, ficou registrado em minha mente e naqueles idos não se falava em terapia, comportamento pós-traumático, psiquiatria ou coisa que o valha.

Até hoje, a priminha não entende a devoção e amor que tenho pelo seu pai (meu tio adorado) e nossa avó. Foram eles que me acolherem, deram colo, suporte para continuar vivendo...pois em paralelo à  isso meu pai arrumou uma amante e arruinou um bocadinho mais a vida da minha mãe.

Então...quando nasceu meu filho "nada mais justo" do que tratá-lo como o mais puro cristal! O banho era dado com um número extraordinário de água mineral, as chupetas e mamadeiras fervidas num caldeirão imenso,  que mais parecia um sopão a ser preparado. Areia de praia!?!? jamais pisou!!! (pobrezinho!) ia calçadinho com sandalinha Ortopé branquinha e comigo ( a dita mãe louca!!!) atrás ...de medo que pusesse o imaculado pezinho na água contaminada do mar!

Assim como fiquei traumatizada com a morte do meu irmão (trabalhada anos depois em muitas sessões de terapia)...traumatizei a bendita prima, que por incrível que pareça é madrinha do moleque (hoje com 21 anos).

Esse post é em homenagem à ela, que rejeitei quando nasceu, mas tive a sensibilidade e honra de acompanhar muitos momentos de sua bem-sucedida vida.

Dri...pra você nossa música:

"Agora eu era o herói

E meu cavalo só falava inglês.

A noiva do cowboy era você além das outras três...

Eu enfrentava os batalhões

Os alemães e seus canhões..." 

Beijos no coração e aqui tá um pedaço da minha história pessoal, que você desconhecia.

E uma música que eu AMO por diversos motivos e descobri, que você também gosta.

 



Escrito por Sô às 20h29
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“E então, o silêncio reinou...
o espírito precisava de pausa
para rebobinar o que restava de pensamentos antigos.
 
Sabia que a viagem não seria curta,
porque juntamente com pensamentos antigos
precisava digerir os últimos acontecimentos.
 
E durante essa procura, dentro de mim mesma, entendi...
que se quiser posso ter o infinito na palma da mão e a eternidade em uma hora."



Escrito por Sô às 00h18
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Sono Das Águas

"Há uma hora certa,
no meio da noite, uma hora morta,
em que a água dorme.
Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d'água,
nos grotões fundos
E quem ficar acordado,
na barranca, a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir...
Águas claras, barrentas, sonolentas,
todas vão cochilar.
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,
fios brancos, torrentes.
O orvalho sonha
nas placas da folhagem
e adormece.
Até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes...
Mas nem todas dormem, nessa hora
de torpor líquido e inocente.
Muitos hão de estar vigiando,
e chorando, a noite toda,
porque a água dos olhos
nunca tem sono..."
(G. Rosa)

...varam madrugadas, que parecem não ter fim.

Choram os olhos, lamenta o coração,

perguntas permanecem sem respostas.

Apenas o silêncio da noite escura como cúmplice

de uma dor interminável desafiando a paciência

e a esperança de que um dia tudo termine bem.



Escrito por Sô às 23h54
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Que venha a primavera!

 

Quando entrar setembro

E a boa nova andar nos campos

Quero ver brotar o perdão

Onde a gente plantou

Juntos outra vez

Já sonhamos juntos

Semeando as canções no vento

Quero ver crescer nossa voz

No que falta sonhar

Já choramos muito

Muitos se perderam no caminho

Mesmo assim não custa inventar

Uma nova canção

Que venha nos trazer

Sol de primavera

Abre as janelas do meu peito

A lição sabemos de cor

Só nos resta aprender

Aprender

 

Beto Guedes

 

Ela só poderia ter ido embora numa manhã de setembro, exatamente um dia após o início da primavera. Ah, D. Nilda! minha avó querida, meu porto seguro, minha companheira, confidente,  dona de tantas histórias, tantos risos e brincadeiras! Parecia eterna... Deixou saudades e lacunas que jamais foram preenchidas por outra pessoa e eu...fui obrigada a treinar a memória para não esquecer seus gestos, seu carinho, sua voz, seu sorriso, seu perfume, sua passagem.

Sonhamos juntas, reinventamos a vida...

Obrigada Vó.

 

Só me resta aprender.



Escrito por Sô às 17h13
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